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Crianças autistas recebem apoio da Avec


Até algum tempo atrás o tema Autismo não era muito difundido. O pouco acesso à informação e conhecimento sobre o assunto era um entrave ao acesso ao diagnóstico e tratamento do transtorno. Michele Senra, especialista em educação musical, e a psicopedagoga Adriane Michely experimentaram essa dificuldade e travaram uma verdadeira batalha para descobrir o que havia de diferente no desenvolvimento de seus filhos Breno e Davy, ambos diagnosticados com autismo. O encontro entre as duas deu origem ao Cora (Centro de Otimização para Reabilitação do Autista), uma entidade que faz a diferença na vida de dezenas de crianças portadoras do Transtorno do Desenvolvimento Global (TGD) e que são assistidas pela instituição.

O autismo é um transtorno que atinge cerca de 2 milhões de brasileiros. Afeta a comunicação, o relacionamento social e a interação com o ambiente em que a pessoa está inserida, e que aparece sempre antes dos 3 anos de idade. Ausência de linguagem aos 18 meses de idade, dificuldade de unir duas palavras aos 2 anos, não formar frases aos 3 anos e não apontar ou responder ao próprio nome aos 12 meses podem ser sinais de que há algum comprometimento no desenvolvimento da criança. Além disso, a criança autista não mostra objetos para as pessoas e não interage ou brinca com outras crianças.

O grau de comprometimento varia de níveis mais leves, como a síndrome de Asperger (na qual não há comprometimento da fala e da inteligência), até formas mais graves que comprometem a interação e o desenvolvimento do paciente.

Foram alguns desses sinais que chamaram a atenção de Michele e Adriane. “Eu vi que as crianças da mesma idade que o Davy tinham um desenvolvimento diferente, e compartilhei minhas impressões com a Michele, que havia enfrentado uma grande dificuldade para chegar ao diagnóstico do Breno. Busquei ajuda médica a partir das orientações que ela me dava, porque até então estava totalmente perdida, sem informações. Até entre os médicos havia divergência de opinião”, relata Adriane.

Embora só percebesse o atraso na fala de Breno, a busca incessante de Michele por descobrir o que acontecia com seu filho tinha uma motivação: poder ajudá-lo. “Aos dois anos o Breno não falava nada e na minha família todo mundo perguntava se ele era mudo. Isso me incomodava”, revela Michele.

Resultados abençoadores

A dificuldade que Michele e Adriane tiveram para chegar ao diagnóstico de autismo, que é feito por um especialista em neurologia por meio de avaliação clínica, é bastante comum. Mas esse impedimento retarda o início das terapias, os estímulos que a criança recebe nesse tratamento e, consequentemente, o seu desenvolvimento.

“O tratamento da criança autista é multidisciplinar. Não é um tratamento barato, o que dificulta o acompanhamento, porque muitas famílias não têm condições de pagar terapias com profissionais da área de fonoaudiologia, psicologia, psicopedagogia e musicoterapia”, explica Adriane, acrescentando que há casos em que a criança apresenta outros transtornos, além do autismo. Dependendo do caso, além das terapias pode haver associação de medicamentos”, ressalta Adriane.

Foi para facilitar a vida das famílias e das pessoas com TGD que elas fundaram o Cora. “Nosso sonho é reverter o processo de exclusão a que essas pessoas são submetidas; que elas alcancem o máximo de autonomia, e que sejam preparadas para a vida social, familiar e profissional”, ressalta Michele Senra.

Sandra Queiroz, que também passou por percalços na busca pelo diagnóstico do filho, comemora a evolução de Paulinho, de 8 anos, que há três anos recebe acompanhamento no Cora. “No início ele não falava. Quando queria alguma coisa só apontava, mas agora fala mais do que eu, está indo muito bem na escola e o relacionamento em casa tem sido maravilhoso”, compartilha Sandra.

Mãe de Igor, de 9 anos, Fabiana Neri chegou ao Cora após assistir a entrevista de Michele e Adriane no Programa Mulher Vitoriosa. Segundo ela, o acompanhamento tem sido muito importante para o desenvolvimento do menino, que é portador da Síndrome de Asperger. “O comportamento dele mudou muito, principalmente em relação à agressividade. Hoje, ele está muito mais calmo. O trabalho do Cora abençoa muitas vidas”, comenta Fabiana Neri.

“A Avec está atenta ao contexto social. Somos solidários com a luta dessas famílias, e não poupamos esforços para esclarecê-las, bem como assistir e proporcionar uma vida mais digna aos portadores do autismo”, ressalta Lívia Malafaia, gerente da Associação Vitória em Cristo.

Segundo a fonoaudióloga Roseli Resende, a terapia depende do grau do autismo. No Cora, quase todas as crianças que ela atende não são verbais. Nesses casos, a terapia prioriza o estímulo à comunicação e o comportamento.

“Há crianças que já sabem o alfabeto, os números e até ler, enquanto outras apresentam mais dificuldades. Elas aprendem por repetição, então trabalhamos as cores, as vogais, os números, e os simbolismos utilizando brinquedos pedagógicos com a intenção de associá-los à vivência deles. Tudo que tem uma sequência eles aprendem com mais facilidade”, explica Roseli, que considera a experiência no Cora gratificante. “Cada progresso que alcançamos é uma vitória. É um trabalho de formiguinha, mas muito gratificante”, considera.


Saiba onde encontrar e como funciona o serviço:

Telefone: 21-3888-1549
Atendimento: segundas, quartas e sextas-feiras das 8h30 às 16h55.
 
Fonte: Vitoriaemcristo.org

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